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Depois
dos testes realizados na Noruega e na Suécia, com excelentes indicadores, estava
realmente muito optimista face à primeira prova do Campeonato do Mundo de Ralis
de Produção, o Rali da Suécia. Pese embora, soubesse que o número de quilómetros
percorridos tinha sido em número insuficiente para equilibrar um carro
completamente novo.
Deparámo-nos com uma prova
em tudo diferente ao habitual. A neve e gelo que caracterizam as especiais de
classificação deram lugar à lama e terra. Todas as nossas expectativas foram,
diria, defraudadas.
Mantivemos no entanto os
nossos objectivos bem presentes, conseguir garantir um lugar entre os cinco
melhores. Com o decorrer do rali, percebemos que esse objectivo poderia ser
difícil de alcançar, mesmo que em determinadas alturas tivéssemos forçado o
andamento.
O Mitsubishi Lancer Evo IX
esteve sempre muito fiável, mas acusou alguma falta de andamento, muito porque
não tivemos testes suficientes para o preparar da melhor forma.
Ainda assim, conseguimos
somar os primeiros dois pontos para o Campeonato que irão ser preciosos nas
contas finais para a atribuição do título. Se tivermos em conta que o actual
Campeão do Mundo, ficou classificado à nossa frente, percebemos o quão difícil
foi a prova e como arriscar poderia ser prejudicial.
Deixamos a
Suécia com a sensação de dever cumprido mas ao mesmo tempo, com o sentimento que
poderia ter sido melhor.
O importante agora é centrar
os nossos esforços nos testes de preparação para a próxima prova para podermos
garantir um bom resultado. Não nos vamos esquecer que as nossas ambições passam
por conquistar o título mundial.
Até ao
Rali da Grécia!
Armindo Araújo |