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Armindo Araújo quer brilhar no Oriente |
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Após quase
dois meses de interrupção, o Campeonato do Mundo de Ralis de Produção está de
regresso para o Rali do Japão e Armindo Araújo parte apostado em brilhar no
país do Sol Nascente, terreno onde no ano passado andou muito bem e esteve na
luta pela vitória, procurando amealhar o máximo de pontos possível, tendo em
vista ganhar lugares na classificação geral.
No ano
passado o português rodou entre os mais rápidos, lutando mesmo pelos lugares
do pódio, mas este ano o rali será novo, com a mudança do centro nevrálgico
para Sapporo. “O facto de ser novo poderá ser bom para nós. Apenas o Toshi
Arai, o Fumio Nutahara e o Katsuhiko Tagushi conhecem a prova, pelo que
previsivelmente serão os maiores adversários, juntamente com o Juho Hanninen
que está com um ritmo muito forte, uma vez que corre todas as semanas.
Acredito que poderemos conseguir um bom resultado e espero rodar nos cinco
primeiros, num rali que vai ser muito longo”, diz Armindo Araújo.
O piloto de
Santo Tirso parte confiante, depois do desempenho do Mitsubishi Lancer Evo IX na
Nova Zelândia. “O carro esteve muito bom e foi muito azar o que se passou com a
caixa de velocidades, pois acredito que tinha todas as condições de discutir
pelo menos os lugares do pódio. O ano passado estive bem aqui, mas veremos como
vai ser agora. Estamos já no Inverno japonês, sabendo que poderemos apanhar mau
tempo e pisos muito degradados com muita lama. Para além disso, pelo que me foi
dito as especiais são muito encadeadas e estreitas. Mas vamos dar o nosso
melhor, confiando que tudo vai correr bem e que poderemos amealhar pontos
importantes para o campeonato”, conclui Armindo Araújo.
O Rali do
Japão vai para a estrada na quinta-feira à noite em Portugal, já sexta-feira no
país do Sol Nascente, e termina na madrugada de domingo, depois de cumpridos
343,28 quilómetros ao cronómetro, divididos por 29 especiais, número pouco
habitual hoje em dia no Campeonato do Mundo de Ralis. |