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Armindo Araújo traído pela caixa de velocidades e
pela falta de sorte |
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A segunda
metade da temporada de Armindo Araújo não começou da melhor maneira. O
português apostava muito no Rali da Nova Zelândia, prova onde no ano passado
tinha sido o grande protagonista. Só que a falta de sorte teima em não largar
o piloto do Mitsubishi Lancer Evo IX, que viu a caixa de velocidades ceder
após oito quilómetros da primeira especial da jornada dos antípodas.
Tudo
apontava para um bom desempenho de Armindo Araújo, muito contente com o carro
japonês depois dos testes em Itália no mês de Julho. “Estava muito optimista,
mas de facto este ano a sorte não quer nada connosco. A caixa de velocidades
explodiu ao fim de oito quilómetros, sem ter dado o mínimo sinal que isso
poderia suceder. É muito azar, até porque este podia ter sido o rali que me
podia colocar ainda mais na frente do campeonato e colocar-me em boa posição
para discutir o título, pois os dois primeiros perderam muito tempo no
primeiro dia e estão fora dos pontos”, disse o piloto do Mitsubishi Lancer Evo
IX.
Agora resta
a português aproveitar os próximos dois dias para testar com vista ao Rali do
Japão, pois chegar aos pontos é tarefa impossível. “Até no tempo que perdi não
tive sorte. Durante a semana com a divisão do troço grande em dois, o dia passou
a ter sete especiais em vez de cinco. Assim, acabei por perder 35 minutos,
quando se esta alteração não acontecesse teria perdido 25. Agora vamos procurar
fazer bons tempos e andar rápido, para preparar da melhor forma o Rali do Japão,
que este ano será novo para todos e onde espero pelo menos não ter azar”,
conclui Armindo Araújo.
O segundo
dia do Rali da Nova Zelândia começa hoje à noite e desenrola-se ao longo da
madrugada, terminando por volta das cinco da manhã, depois de percorridas mais
seis especiais. |