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Dia de testes muito bom para Armindo Araújo |
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Depois do
problema com a caixa de velocidades ter colocado ponto final nas aspirações de
Armindo Araújo quanto a um bom resultado, o português aproveitou da melhor
maneira o segundo dia do Rali da Nova Zelândia para testar com vista ao Rali
do Japão e também para verificar que os testes em Itália de facto correram
bem. Sem forçar demasiado, até porque não precisa, ainda assim o piloto do
Mitsubishi Lancer Evo IX rodou invariavelmente entre os mais rápidos, abrindo
boas perspectivas para o que falta da temporada.
Com o
infortúnio de ontem, hoje nada mais restava que testar em condições de corrida
e face aos adversários e foi isso que Armindo Araújo fez. “Hoje foi um dia
muito bom, sobretudo porque conseguimos perceber que os testes que fizemos em
Itália resultaram em pleno, pois pela primeira vez o carro esteve a meu gosto,
o que nos permite voltar ao ritmo que andámos no ano passado em que estivemos
várias vezes na luta pela vitória. Imprimimos um andamento rápido, mas sem
loucuras, porque não precisamos e rodámos invariavelmente nos mais rápidos,
por três vezes nos três primeiros e só perdemos algum tempo na especial em que
o (Fumio) Nutahara capotou e como ia no pó do (Patrik) Sandell ele não me viu
e não me deu a indicação. Como o carro estava no meio da estrada para não lhe
bater tive de fazer um pião e perdi algum tempo”, explicou o português.
O pensamento
está já centrado na próxima ronda do campeonato e o último dia na Nova Zelândia
vai servir para continuar essa preparação. “Agora estou ansioso para chegar ao
Japão, pois estamos a ver que sem forçar estamos a andar no ritmo dos mais
rápidos, algo que ainda não tinha sucedido este ano. Apesar de nesta prova o
resultado não ser bom, quem está por dentro percebe que deixámos de perder
segundos para quem discute as corridas e que estamos também de novo em condições
de lutar pelas vitórias. A equipa está também satisfeita com este segundo dia,
pois valida todo o trabalho que foi feito nos testes, mas por outro lado triste,
uma vez que percebe que perdemos uma boa oportunidade de quem sabe vencer.
Amanhã a estratégia vai ser igual, rápido mas sem correr riscos, que nesta fase
não se justificam”, diz o piloto do Mitsubishi Lancer Evo IX.
O Rali da
Nova Zelândia termina esta madrugada. O dia começa por volta das 10 da noite,
para terminar a meio da madrugada, com os pilotos a percorrerem as últimas cinco
especiais. |